Mito ou verdade?
Márcio Augusto Ferreira - ferreiramarcio@hotmail.com
Durante um ano, 156 bromélias situadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro foram monitoradas por técnicos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), com a finalidade de determinar o perigo de propagação do mosquito Aedes Aegypti.
Foram abrangidas nessa pesquisa 10 espécies diferentes de bromélias.
Confirmou-se que apenas 0,07% do total da população de formas imaturas de mosquitos coletadas correspondiam ao Aedes Aegypti. Esse resultado permite concluir que as bromélias não constituem problemas como focos de propagação ou persistência desses vetores, segundo o biólogo Marcio Mocelin, que desenvolveu o trabalho no Laboratório de Transmissores de Hematozoários do IOC.
Vale ressaltar que ,necessariamente, nem todas essas formas imaturas encontradas, ainda que em quantidade inexpressiva, eclodiriam. Nesse sentido, existe outro estudo, realizado por uma cientista paulista, a bióloga Alessandra Laranja, do Instituto de Biociências da UNESP (campus de São José do Rio Preto), que descobriu que a borra de café produz um efeito que bloqueia a postura e o desenvolvimento dos ovos do Aedes Aegypti. Ao lado de demonstrar que a eclosão não é total, prova que a borra de café tem o poder de evitar e destruir larvas de todo e qualquer mosquito eventualmente existentes. A solução de cafeína pode ser feita com duas colheres de sopa de borra de café para meio copo de água, podendo ser aplicada nos pratos que ficam sob os vasos, dentro das bromélias, sobre a terra dos vasos, jardins e hortas. Merece ser ressaltado que a diluição em água não é imprescindível, podendo a borra ser aplicada diretamente nesses locais.
No estudo do IOC, observou-se, também, que nenhum funcionário do Jardim Botânico contraiu a dengue ou qualquer outra doença passível de transmissão pelos insetos neste período de um ano.
A escolha do Jardim Botânico para realizar esse trabalho não foi por acaso. Por sua localização, ele é uma interface entre o ambiente semi natural – a Mata Atlântica - e o ambiente urbano - bairros da Gávea, Horto e Jardim Botânico.
A destruição indiscriminada de bromélias vem sendo utilizada como uma suposta forma de prevenção contra a dengue, pois, equivocadamente, tem sido divulgada uma idéia de que as bromélias são importantes focos do mosquito. Estamos justamente provando o contrário. Nesse sentido, é importante que as práticas de prevenção acompanhem as descobertas da ciência, para que sejam evitados atos descabidos como esses.
Para Maria Lucia Teixeira, co-autora do trabalho e responsável pelo Laboratório de Fitossanidade do Jardim Botânico que, entre outras atividades realiza o controle de doenças e pragas no Parque, o resultado traz tranquilidade aos moradores da região e também aos que possuem bromélias em seus jardins.
Estes estudos, portanto, espancam qualquer dúvida e vêm esclarecer este mito, de uma vez por todas, trazendo de forma científica a verdade sobre esta questão.
Permitiram, ainda, que as bromélias voltassem com carga total aos projetos pasisagísticos. Isto porque deram subsidios àqueles poucos paisagistas que ainda duvidavam de sua condição inofensiva à saúde humana para se convencer dela. Forneceram, também, argumentos, para serem repassados aos seus clientes.
Reparou-se, dessa forma, uma injustiça que trazia prejuízos ao potencial criativo dos paisagistas, eis que nenhuma outra espécie de plantas ornamentais tem uma gama tão variada de formas, cores e adaptabilidade como as bromélias.
 
 
Nome científico: Dracaena marginata
Nome popular: Dracena Tricolor
Origem: Madagascar
Informações botânicas: Arbusto de tronco volumoso e espesso nas plantas idosas. Planta de 2 a 4 metros de altura, muito ramificada. Em cada ramificação uma roseta densa de folhas lineares, alongadas e com listras creme-esbranquiçadas e róseo-avermelhadas.
Uso no Paisagismo: Como os ramos podem ser encurvados ou retorcidos é apropriada para o cultivo em arranjos de vasos. Apropriada para cultivo em vasos, conjuntos ou plantios isolados, a pleno sol.
Preço Normal: R$ 20,00 c/ 1,80m
Preço Promocional: R$ 11,00
 
Descrição: Arbusto semi-lenhoso, ramificado, ereto, de folhagem ornamental, de 2 a 3 metros de altura. Folhas coriáceas, verde-escuras, onduladas, laminares, formando uma roseta persistente. Ocorre a forma variegata de folhas com duas faixas amareladas com centro verde. Deve ser mantida a meia-sombra. Inflorescências terminais, com flores pequenas, brancas de importância secundária.
Origem: Madagascar, Índia e Ilha Maurício
Clima: Planta tipicamente tropical, não tolera baixas temperaturas de inverno.
Cultivo: Cultivada em vasos, como planta isolada ou em grupos, a meia-sombra ou a pleno sol, em terra fértil, irrigada a intervalos.
Multiplicação: Multiplica-se facilmente por estacas, preferencialmente as do ponteiro.
 
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