Eleonora Dornas de Oliveira
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Qualquer conceito urbanístico de respeito vem devidamente acompanhado de um elaborado projeto paisagístico. E isso, felizmente, não é uma tendência moderna.
Desde as sociedades antigas, o homem procura aliar à utilidade indispensável de seus imóveis, a beleza e harmonia da flora de nosso habitat. Atualmente, então, dispensável citarmos a importância da preservação do mundo natural que nos rodeia. Daí a importância do paisagismo.
Quando bem concebido, o projeto paisagístico apresenta enorme possibilidade de sucesso, seja na quantidade de anos, seja na beleza de suas formas. Para tanto são imprescindíveis cuidados como a correta escolha das plantas, adequado terreno e adubação apropriada.
Entretanto, toda esta obra de arte - resultante do trabalho do homem com a matéria prima da natureza - por melhor que seja projetada, depende de constante atenção e cuidado.
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A manutenção, assim, se mostra elemento chave, vinculado à própria criação do jardim e indispensável para sua existência ao longo do tempo.
Respeitadas as peculiaridades de cada obra, algumas etapas podem ser consideradas como gerais. Vale a pena mencioná-las: toda terra nova que for utilizada deverá ser mantida molhada na proporção que lhe for ideal; as plantas que porventura não apresentem bom desenvolvimento no local onde se encontram, deverão ser transferidas para posição mais favorável; a grama será sempre rastelada, mantida sem ervas daninhas, cortada e limpa; as plantas deverão ser constantemente podadas para a manutenção de suas formas e conseqüente harmonia do todo, observados os períodos propícios para cada espécie; quando necessário, pulverização com inseticidas e fungicidas; por fim, limpeza da área ao final de cada dia da manutenção.
Estes pequenos cuidados em muito se assemelham à nossa higiene diária. Afinal, ninguém gostaria de ter um jardim que não limpa os dentes ou escova os cabelos. |