A CRIATIVIDADE NO PAISAGISMO
Daniela César - Publicitária e Especialista em Processos Criativos
Qual paisagista não sonha trabalhar em um projeto totalmente livre, em que o cliente o deixe à vontade para criar? Acredito que todos. Mas, será que o tal tema livre nos garante inspiração para trabalhar? Será que o profissional que lida com a criação fica à mercê da inspiração? Ou será a criatividade um dom e quem não nasce criativo nunca poderá sê-lo?
O Dicionário Aurélio define a criatividade como a qualidade de quem é criativo, ou seja, é característica de quem é capaz de criar, inventar, originar. Diversos autores acreditam que não existe uma fórmula para se ser criativo, mas que a criatividade pode ser sistematizada. Ou seja, não existe um manual de criatividade, mas o processo de criação normalmente passa por algumas etapas, sendo que segui-las pode auxiliar na elaboração de um novo projeto. Eu compartilho dessa idéia, entretanto, defendo que cada profissional pode adotar seu próprio esquema de criação, a fim de agilizar seu trabalho e potencializar sua criatividade.
Ao projetar um jardim, por exemplo, primeiramente é necessário haver um estímulo para a criação, que pode ser a encomenda do trabalho, por exemplo. Depois, certamente, será a hora de estudar o que já é conhecido, seja a própria experiência de quem está criando, seja a experiência de outros profissionais na arte de criar paisagens. Este é o momento de acessar o conhecimento já existente relacionado àquele trabalho, tal como, quais plantas expressam melhor a sensação que aquele jardim deve transmitir, ou mesmo a consciência de que a presença de um lago pode tornar o ambiente bucólico e transmitir tranqüilidade, por exemplo. Essa etapa |