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A dengue e as bromélias

Marcio Augusto Ferreira
Produtor e colecionador de bromélias

As autoridades municipais de grande parte do Brasil já se convenceram de que as bromélias não constituem um problema epidemiológico como foco de propagação do Aedes Aegypti e estão sendo mais conscientes no tratamento das mesmas.
Lembramos que qualquer ação que as danifique poderá ser considerada crime e sujeitara o infrator a penas de detenção além da indenização por danos causados ao meio ambiente.
As bromélias começam a guardar água antes do seu primeiro ano de vida. Essa água, protegida pelo ambiente das folhas, transforma-se em um pequeno e rico ecossistema em muito pouco tempo. A água e continuamente absorvida pela planta suprindo-a com nutrientes e evaporando pela superfície das folhas. A sucessão de formas de vida é muito intensa e o resultado e uma calda repleta de organismos vivos que estão em interdependência ecológica.

 
O biólogo Mosselin desenvolveu um trabalho no Laboratório de Transmissores de Hematozarios do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e concluiu que apenas 0,07% de um total de 2816 formas imaturas, ou seja, larvas de mosquito em geral, coletadas nas bromélias durante 365 dias correspondiam ao Aedes Aegypti e Aedes Albopictus, sugerindo que as bromélias não constituem um problema epidemiológico como foto de propagação ou persistência desse vetor. Tal estudo foi desenvolvido durante um ano inteiro para que fosse possível observar as características sazonais de cada estação.
No seu habitat e em paisagismo externo, o miolo das bromélias e coberto por restos de folhas e outros pequenos animais que, em decomposição, tornam a água acida e imprópria para a proliferação dos mosquitos – explica o botânico Welington Matos em texto publicado no Jornal do Brasil.
Para tranqüilizar os que, ainda assim, restarem inseguros, merece ser destacado que a bióloga Alessandra Laranja e a professora Hermione Bicudo, do Instituto de Biociências da UNESP, descobriram, através de pesquisa realizada, que a borra do café mata a larva e o mosquito Aedes Aegypti transmissor da dengue.               
Para se atingir esse efeito devem ser colocadas 4 colheres de sopa cheias de borra de café em um copo d’água e colocar este líquido nos tanques das plantas.
Outra alternativa, para um volume maior de plantas tal como ocorre em maciços,  é colocar uma colher de chá de água sanitária para cada litro d’água e regar as plantas com essa mistura.
Sou colecionador e produtor de bromélias ha nove anos e nunca nenhum empregado ou pessoas da minha família tiveram dengue. Na nossa produção, que é monitorada constantemente, nunca foi encontrada sequer uma larva do mosquito Aedes Aegypti. Nas raras ocasiões em que foram detectadas larvas e mandadas examinar eram do tipo Culex e Anopheles, mosquitos nativos da nossa fauna e inofensivos ao ser humano.
Portanto, cuide de suas bromélias e não deixe que elas sejam assassinadas por pessoas mal preparadas ou mal informadas.
 
 
Nome Popular: Palmeira Butiá
Nome Científico: Butia eriospatha
Origem: Região Sul do Brasil
Características Gerais:Palmeira de caule solitário, ereto e com 4-5m de altura. Seus frutos são comestíveis e muito apreciados pelas populações locais que os consomem “in natura”, na forma de sucos e geléias.
Utilidade: Em fileiras ou em grupos.

2,00M de tronco............R$ 1.400,00
2,50M de tronco............R$ 1.750,00
2,70M de tronco............R$ 1.890,00
2,90M de tronco............R$ 2.030,00
3,30M de tronco............R$ 2.310,00

Promoção do mês
 
 
Nome Popular: Azaléia
Nome Científico: Rhododendron x simsii
Origem: China
Características Gerais:
Grupo de arbusto lenhoso, de 1-2 m de altura com folhas decíduas ou semidecíduas no inverno e um tanto ásperas. As flores são coloridas, brancas, vermelhas, roxas, róseas, simples ou dobradas. Surgem no outono-inverno.
Cultivo: São intensamente cultivadas em vasos, bordaduras, em maciços ou grupos mantidos podados ou não.
Poda: Somente deve ser feita após o florescimento.
Exigência de solo: Apreciam os solos ácidos, porém férteis.


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